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Preocupado com a Ansiedade

Eu sou tão ansioso que cancelei minha inscrição na academia mais rápido do que um meme viraliza na internet. Três dias de treino e nada de músculos do Hulk? Tô fora!


A preocupação é como aquele visitante que aparece sem avisar e sempre nos piores momentos. Você sabe, como aquele primo que só dá as caras na hora do almoço de domingo.

Nossos antepassados tinham seus motivos para se preocupar. Era um sinal de “corre, o mamute está à solta!” E não, não estou falando do seu chefe depois do cafezinho.


Darwin deve estar se perguntando onde errou com nossa versão da “sobrevivência do mais preocupado". Hoje em dia, a ansiedade dispara com a notificação de “bateria fraca” no celular.


Naquela época, não havia terapeutas, nem diagnósticos de distúrbios mentais. A boa notícia? Não havia fila no banheiro. A má notícia? Também não havia papel higiênico.


Era pânico, medo e um coração batendo mais rápido que o de um adolescente em uma festa open bar. Isso era útil para lutar contra o inimigo, ou seja, qualquer coisa que se movesse mais rápido que eles.

O mundo mudou, mas nosso instinto de “fuja que algo ruim está acontecendo” permanece o mesmo. Só que agora, em vez de mamutes, estamos fugindo dos spoilers das séries na internet.

Freud traz suas teorias e todos dizem “Aham, Cláudia, senta lá".



Ele mencionou questões complexas e desejos reprimidos, mas negligenciou o óbvio: “evite ser engolido". Freud dedicou uma década à experimentação com cocaína, enquanto nós lidamos com a tentativa de evitar a ansiedade.


É irônico como a vida se desenrola. E qual é a diferença entre preocupação e ansiedade? Preocupação é quando você percebe que deixou o celular no Uber. Ansiedade é quando imagina que o motorista poderá vender suas selfies na deep web.


Eu tenho transtorno de ansiedade, e tem gente que acha que é modinha. Mas olha, se ansiedade fosse grife, eu seria a capa da Vogue.

A ansiedade me paralisa, mas ao mesmo tempo me deixa inquieto. É como se minha mente estivesse em um festival de rock, mas meu corpo decidiu que era dia de Netflix e ouvir música Lo-Fi.


Minha mãe nunca entendeu minhas crises depressivas. "Levanta dessa cama!" E meu cérebro, o rebelde, decidiu: "Ok, vamos levantar... mas só se for pra ter um ataque de pânico".


Então é isso, ansiedade é aquele bug no sistema operacional humano que ainda estamos tentando consertar. Até lá, vamos rindo para não chorar, certo?



A ansiedade é a única coisa que eu não deixo para amanhã


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